A gravidez para mim sempre foi um momento muito especial e gostoso (apesar daquelas horas de enjoos que são, particularmente, inesquecíveis...) e durante um bom tempo consegui conciliar minha profissão com a gestação. Mas chegou um momento em que não dava mais para continuar com as atividades de fotógrafa e decidi iniciar minha licença maternidade.
Curti muito o final da gestação, o nascimento e os primeiros momentos do meu querido Miguel. Estive também bastante presente ao lado da minha filhinha querida Alice, que passou por novas adaptações com a chegada do irmão.
Mas confesso que senti muita falta do meu trabalho. O contato com histórias diferentes e a oportunidade de clicar sensações e eternizar emoções alimentam meu espírito. Por isso, voltar a trabalhar representa, antes de tudo, um momento de reencontro comigo mesma, com minha essência.
O processo da composição fotográfica para mim é semelhante à arte da pintura: penso na imagem, fotografo e parto para tratar a imagem no computador, dando vida e sentido para as sensações que ela pode suscitar. Quando fotografo e cuido das minhas imagens, me vejo pintando uma tela e me realizo na minha arte.
Amo ser mãe, amo ser esposa, amo ser fotógrafa.
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