Defino a sessão da Débora, do Leonardo e do Felipe (ainda na barriga da mamãe) como um momento de rara leveza e naturalidade. O olhar doce e extremamente feliz da mamãe transbordava-se em cada fragmento de tempo em que estivemos juntos. O papai também parecia já comemorar a chegada de seu primeiro filho, demonstrando enorme carinho e afeto pela mamãe - e por sua linda barriga! Além disso, durante a sessão, tivemos a oportunidade de compartilhar experiências e situações sobre o complexo, único e maravilhoso universo que os filhos inauguram em nossas vidas. Naquele momento, mais do que fotógrafa, fui testemunha de uma família que começava a se multiplicar, na espera por Felipe.
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Fotografia
Infinito. Imensidão que se perde no horizonte. Olhar que a vista não alcança, mas sente. Fotografia é isso para mim: algo que me escolheu, sem que eu mesma pudesse saber como. De repente, me vi fotografando a beleza, registrando o centésimo do respiro, eternizando as paisagens afetivas - sensíveis à técnica e ao meu olhar. Por isso, escolhi o símbolo do infinito para me acompanhar: nele, posso ver as muitas lentes que utilizo, os cliques libertos, as poses furtadas, o sentimento que toca minha alma quando me vejo em pleno trabalho. São dois olhos vivos e vermelhos, atrás dos quais se guarda a beleza. E um sorriso singelo e comprido - o mesmo que busco no rosto de quem se depara com a fotografia esperada. Inúmeros são os tempos e os espaços: o registro da foto, a leitura imediata no visor da câmera, o álbum pronto e impresso, a vivência da história que a foto conta, anos depois. E tudo mais uma vez retorna, com um novo sentido. Talvez seja esse um dos segredos da fotografia: é quando o belo se torna infinito.
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